terça-feira, 3 de novembro de 2009

VI Seminário de Educação do Alto São Francisco

De 28 a 30 de outubro, alunos e professores do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação de Bom Despacho - FACEB mobilizaram a comunidade regional para discutir o tema Espaços à Luz da Pedagogia. Foram três dias de intenso trabalho e muitos resultados.

As apresentações aconteceram em diferentes espaços: salas de aula, auditórios multimídia, praça da matriz em Bom Despacho e na rua. Vários espaços, em diferentes tempos e tudo em sintonia no mesmo tema.

A Coordenação do evento ficou sob a responsabilidade da Prof. Tânia Nakamura e das alunas Leilane Lopes da Silva Alves de Paula e Emiliana Virgínia da Silva Santos, ambas do 4° período do Curso de Pedagogia da FACEB, que contaram com o apoio dos professores e demais alunos do curso de Pedagogia para a realização do evento.

Os organizadores agradeceram o apoio cultural das empresas cidadãs: ACIBOM, Drogaria Centro-oeste, Drogavita, Estúdio Ato de Psicanálise, Fidélis Supermercados, Hippus – Centro de Equoterapia, Joá Variedades, Pare Modas em Araújos e Via Presentes, bem como aos parceiros COPASA, SEMUSA/Vigilância epidemiológica, Secretaria de Esporte Lazer e Cultura, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Bom Despacho, SESC, E.E. Frederico Zacarias, ABAP, Coral Voz e Vida, APAE Lagoa da Prata e UNIPAC Campus Bom Despacho.

Em seu discurso de abertura do evento, a Coordenadora do Curso de Pedagogia da FACEB, Ilka Miglio, registrou seu agradecimento à comissão organizadora, a todos os seus alunos e professores, aos parceiros e patrocinadores, aos visitantes de 20 cidades da região centro-oeste e à UNIPAC Campus Bom Despacho, afirmando sua emoção ao ver o sonho da Faculdade de Bom Despacho se realizar pelas mãos de cada uma das pessoas que somaram neste evento e comprovaram a importância da FACEB não só para os acadêmicos, mas principalmente para toda a sociedade da região centro-oeste de Minas Gerais.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dibs, em busca de si mesmo

RESENHA


AXLINE, Virginia M. Dibs, em busca de si mesmo (psicoterapia infantil). Tradutora: Célia soares Linhares editora : Agir, RJ. 2.001. 22ª edição. Editado no Overmundo. A tradutora do livro, Célia Soares Linhares, natural de São Luís, Maranhão, é Bacharel e licenciada em Pedagogia pela Universidade do Maranhão. Após 10 anos de magistério superior, seguiu para os EUA, onde em 1969 recebeu o grau de Máster em Filosofia e Sociologia da Educação pela Universidade Estadual de Michigan. Lecionou cursos de mestrado da Faculdade Federal Fluminense.


A autora Virginia Axline, é autoridade internacionalmente conhecida na técnica de Ludoterapia em tratamento de crianças com distúrbios emocionais.
Estudou na Universidade Estadual de Ohio e na Columbia University.
Ensinou durante seis anos na Faculdade de Educação e de Medicina da Universidade de Nova York.
Trabalhou em pesquisas no Departamento de Psicologia da Universidade de Chicago.
Atualmente a Drª Axline está engajada na sua clínica particular em Ohio, onde continua a comunicar sua sabedoria e habilidade profissional através de conferências, consultas e obras escritas, além disso, ensina na Universidade Estadual de Ohio.
Nesta obra a autora relata com certeza uma situação vivida na qual pôde fazer e relatar suas experiências; no assunto tratado sobre a importância da "Ludoterapia".
O livro oferece, inicialmente, uma visão daquilo que a autora chama "a busca de si mesmo" e, neste caso, pateticamente empreendida por um pequeno ser humano atormentado.
Trata-se de uma história verídica no tratamento de uma criança com distúrbios emocionais, marcada por profundos traumatismos desde o nascimento.
Narra o desabrochar de uma personalidade forte e saudável de uma criança rejeitada afetivamente e atormentada pelas necessidades de amparo e carinho que lhes eram negados pelos pais.
Dibs, nome fictício adotado para identificar a criança, era filho de um cientista renomado e de uma mãe, uma profissional também conceituada. Quando se casaram não pretendiam ter filhos muito cedo e, se dependesse do pai, não os teriam nunca. Eis que, repentinamente, surge a noticia de uma possível gravidez, que na realidade seria a vinda de Dibs. A chegada da criança provocou uma grande revolução na vida do casal, que sonhavam, ainda, com suas ascensões profissionais. Este desequilíbrio na vida do casal acabou por transtornar a vida daquela pequenina criança.
Em sua comovente narrativa,a autora nos coloca em contato com o mundo de Dibs: uma criança que não falava, não brincava e que vivia perdido sem si mesmo.
Na tentativa de mudar a vida do seu filho, uma criança bonita, que sofria com as dificuldades de vivência com o pai, uma pessoa tão culta que dispensava ao pequeno conforto, amor, carinho e atenção, além disso, considerava-o um verdadeiro idiota, a mãe resolveu ter mais uma criança para ver se o problema da Dibs amenizasse e que, por fim, só piorou a situação, pois todas as atenções se voltaram para pequena e mimada Doroty.
Sem o apoio incondicional e o amor da família, tradicional, exigente e extremamente conservadora, Dibs não encontra campo para de expandir, tornando-se um menino arisco, problemático e fechado em si mesmo, mas ciente de tudo que o rodeava.
Devido a sua pouca idade, não tinha noções e se sentia perdido entre o mundo da criança e o mundo do adulto, da fantasia e do real, entre o certo e o errado e entre o bem e o mal.
Ajudada por sua tia, a mãe coloca Dibs numa escola particular. Na escola suas atitudes eram inconstantes. A princípio não falava de modo algum. Sentava-se mudo e imóvel durante todo o período que ali permanecia turno matutino. Outras vezes, engatinhava ao redor da sala, preso em seu próprio mundo e desligado das outras crianças e professora.
Mudava de comportamento, de forma brusca, com violentos acessos de raiva.
Professores, psicólogos e pediatra da escola não mais o compreendia. Foram várias tentativas para penetrar em seu mundo e descobrir o porquê de suas atitudes, muitas vezes absurdas.
Seria Dibs um retardado mental? Teria seu cérebro sofrido alguma lesão quando do seu nascimento? Poderia ser ele um autista? Ninguém sabia responder.
No exaustivo trabalho em ajudar o garoto, todos os membros da escola já estavam esgotados. A solução, então, seria mandá-lo embora da escola.
Dibs tinha uma família que todos poderiam chamar de “perfeita”. Seus pais eram bem sucedidos, possuíam dinheiro para qualquer coisa que ele viesse precisar e mesmo assim a criança era muito excêntrica.
Havia algo que impedia que a equipe multidisciplinar da escola tivesse uma classificação exata daquela criança, devido às suas atitudes: às vezes apresentava indícios de retardamento mental, outras vezes conseguia realizar suas atividades com rapidez e tranqüilidade, o que evidenciava possuir um nível de inteligência superior, uma inteligência rara e um QI elevadíssimo.
Os pais, no entanto, preferiam acreditar que o filho era um retardado mental e admitir que seu drama fosse causado por problemas mentais.
Convidada a participar de uma conferência na escola de Dibs, Drª Axline, tem a primeira noção de quem era Dibs e aceitou o desafio de ajudá-lo no encontro “consigo mesmo”, utilizando a técnica da Ludoterapia.
Com o consentimento de seus pais, Drª Axline de dispôsa atendê-lo na escola: para observá-lo no contato com o grupo e, por algum tempo, tentaria vê-lo sozinho.
E foi através da sala e dos brinquedos existentes na escola, que Dibs foi se revelando: não gostava de portas e janelas trancadas; ao brincar com tintas e brinquedos de montar mostrava-se uma criança organizada e ponderada. Ao mesmo tempo, deixava ser dominado pelo rancor e pela raiva diante de suas atitudes para com a Drª Axline.
A participação da mãe e seus relatos contribuíram no processo de busca da verdadeira identidade de Dibs e de sua história à procura do seu autêntico caminho.
Dibs pôde extravasar tudo o que sentia e realmente se auto-reconhecer. Foi se soltando aos poucos e se revelando. Sua mãe, também, conseguiu colocar todo seu medo, suas angústias e expectativas frustradas diante do nascimento de Dibs.
Foram sessões fortes emocionalmente: Dibs podia falar livremente, pensar e mostrar todas as suas potencialidades e livrar-se de seus medos e angústias. Era um menino altamente inteligente. Queria, apenas, viver, ter espaço, ser feliz, ser normal e descobrir quem era ele mesmo.
As sessões de Ludoterapia contribuíram para suas mudanças: aprendeu a acreditar em si mesmo, a libertar-se, ter tranqüilidade e ser feliz. Foi capaz de ser criança. Libertou-se dos seus “rótulos” e de todas as atitudes recriminadas pelo pai, sem precisar ficar preso dentro de um quarto.
Nas sessões havia oscilações, que às vezes parecia regredir e voltar ao estágio inicial. Porém a sabedoria e a paciência da terapeuta levam-nos a refletir sobre o respeito que temos de ter com o tempo de cada um, sem interferir.
Ocorrido dois anos e seis meses após o tratamento psicoterapêutico, Dibs encontra com Drª Axline. Juntos recordaram dos brinquedos, da areia, do mundo por ele constituído e de como eram as suas brincadeiras.
Recordaram das palavras ditas que pouco a pouco começou a fazê-lo acreditar que Drª Axline como sua amiga e o caminho aos poucos foram se abrindo. Dibs lutou contra os seus inimigos internos, até que estes se arrependeram por ter lhe ferido tanto. Então, descobriu que jamais esteve amedrontado.
Quando se tornou conhecedor de suas próprias feições aprendeu a se controlar e dominar seus temores.
Suas condutas foram modificadas e, assim, pode mostrar toda sua nobreza e coragem diante de seus pais, sua irmã e todos que faziam parte do seu mundo. Aqueles que não o compreendiam e muitas vezes o negava puderam notar sua inteligência e tudo aquilo que aprendeu através da sua vontade própria e de seu desejo de encontrar-se. Venceu seus teores e tornou-se um jovem valente e astucioso.
Com a leitura desse livro, o pedagogo poderá analisar o crescimento humano, o sucesso na escola, ou a aquisição ou complexos de habilidades que podem ser conquistadas pela mera repetição generalizada, sem julgamentos, que muitas vezes forçam situações querendo que ocorram verdadeiros “milagres”. Cabe-nos olhar profundamente para cada ser humano buscando compreender as razões do seu comportamento, lembrando-se sempre que: “toda criança precisa de atenção e carinho”.
O tema foi abordado pela autora de maneira simples e muito objetiva, deixando-nos uma mensagem: "uma criança, quando possibilitada a oportunidade, pode vivenciar a alegria de uma comunicação honesta e sem hipocrisias. Uma mãe, quando respeitada e aceita com dignidade, sabendo que não será criticada ou censurada pode expressar-se com autenticidade sincera”.
A obra é original e emocionante. Uma história verdadeira que busca nos auxiliar no entendimento dos problemas emocionais trazidos pelas pessoas, principalmente se essas forem crianças indefesas que estão apenas construindo seu mundo, suas idéias e sua felicidade.
É destinada principalmente aos profissionais nos ramos da pedagogia e da psicologia, que possuem alunos e/ou pacientes "Dibs", que não encontram respostas para seus problemas; aos pais que querem poder realmente entender e compreender seus filhos; e aos demais leitores servem para lembrar que nunca podemos “rotular” ninguém sem realmente conhecermos a verdadeira história que cada um traz dentro de si.
Dibs: em busca de si mesmo, é um livro fascinante, cativante e motivador. De leitura obrigatória para quem almeja ingressar nas áreas de pedagogia e de psicologia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dia Mundial do Professor é celebrado no dia 5 de outubro

A escolha de ser professor é mais que uma profissão é uma aceitação do educador que transmite todas as maravilhas do saber ler, escrever, interpretar, construir saberes sociais, político, educacionais.

"O que é ser professor? Ser professor é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crí­tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber - não o dado, a informação, o puro conhecimento - porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam junto um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindí­veis".



Instituto Paulo Freire

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Roteiro para Observação de aulas de Estágio Supervisionado

I. OBJETIVO(S) DA AULA (Explicitamente colocado(s) ou inferido(s) pelo estagiário)



II. CONTEÚDOS TRABALHADOS (Comunicativos, gramaticais e/ou em termos de habilidades)



III. RECURSOS DIDÁTICOS UTILIZADOS (Uso do quadro, de textos, livro didático, apostilhas, equipamentos, recursos audiovisuais, reálias, etc.)



IV. CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS (Da escola e da sala de aula – descrição dos elementos que compõem a infra-estrutura para as atividades curriculares)



V. CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS (Classe social, faixa etária, número de alunos (do sexo masculino e do feminino), nível de interesse, atitudes, comportamentos evidenciados, etc.)



VI. DESENVOLVIMENTO DA AULA (Relato descritivo da aula, ou seja, das seqüências das atividades levadas a efeito, etc.)



VII. RELACIONAMENTO PROFESSOR / ALUNO (Descrição das evidências colhidas em termos do tipo de relação existente entre alunos e professor; se é cordial, tensa, formal, informal, permissiva, etc.; se o professor consegue liderar a turma ou não, se tem bom manejo de turma, etc.)



VIII. TENDÊNCIAS METODOLÓGICAS DO(A) PROFESSOR(A) (Se os métodos, técnicas e outros procedimentos do professor no trabalho com os conteúdos se dão dentro das abordagens tradicional, estrutural, cognitiva ou comunicativa, ou de forma eclética).



IX. COMPETÊNCIA TÉCNICA E HABILITAÇÃO PROFISSIONAL DO(A) PROFESSOR(A) Descrever a habilitação profissional do professor(a): instituição em que estudou, curso, ano de conclusão, que disciplinas está oficialmente habilitado a ensinar; se tem cursos de pós-graduação ou outros cursos na área; se ensina apenas na escola observada (e há quanto tempo) ou se também trabalha noutro(s) estabelecimentos; se ensina outra disciplina, etc.)



X. APRECIAÇÃO DA AULA PELO ESTAGIÁRIO (Uma apreciação pessoal sobre a aula observada como um todo, considerando a interação de todos os elementos do ensino aqui abordados. Considerar também, e principalmente, o desempenho do(a) professor(a) em relação à dinâmica da aula, à utilização do tempo, à propriedade dos conteúdos, etc.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SUSTENTABILIDADE DA TERRA: PROPOSTA DE UM NOVO MODELO DE PEDAGOGIA

“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer. Porque eu sou do tamanho da minha altura”... (Fernando Pessoa)

Diante do grande problema ecológico do planeta, surgem alternativas numa cultura de paz e uma cultura da sustentabilidade.

Sustentabilidade não tem a ver apenas com a biologia, a economia e a ecologia. Sustentabilidade tem a ver com a relação que mantemos conosco, com os outros e com a natureza.

Não entendemos o universo como partes ou entidades separadas, mas como um todo sagrado, misterioso, que nos desafia a cada momento de nossas vidas, em evolução, em expansão, em interação. Razão, emoção e intuição são partes desse processo em que o próprio observador está implicado.

O universo não está lá fora. Está dentro de nós. Está muito próximo de nós. Um pequeno jardim, uma horta, um pedaço de terra é um microcosmos (pequeno universo) de todo o mundo natural.

Nas circunstâncias atuais, faz-se necessário repensar a educação numa perspectiva planetária, assim como a ressignificação das ações dos homens dentro de suas representações.

Continuar mantendo uma posição de neutralidade em relação à sustentabilidade, mantendo em posição de conforto e bem estar, indiferente ao que está acontecendo e o que está por vir, é o mesmo que manter uma cegueira que impede de ver o coletivo, o espírito solidário. Este espírito de neutralidade é como se fosse uma forma de agir a favor da eliminação da terra.

Uma nova Pedagogia poderá configurar-se como fazeres que contemplem novas perspectivas e, concomitantemente, promovam reações conscientes, mudando as pessoas, fortalecendo-as para ações mais visíveis, abrangente e, sobretudo, mais práticas, e com mais urgência. Ações que produzam novas leituras de um mundo mais humano e solidário.

As escolas, como espaços de coesão social, onde se processa a educação, devem está voltada para os significados e se conscientizarem a importância de se preservar o que ainda existe no planeta, percebendo que o homem é quem organizam ações destruidoras determinadas pelas relações de poder, direcionada para produção, para negócios que visem lucros, inibindo a sustentabilidade. Um referencial no convívio com o ciclo ambientalista é a consciência que preservar a terra é o mesmo que preservar a vida que corre risco de extinção.

“Desafios limites devem ser encarados com ações inéditas e viáveis” (Paulo Freire). A educação deve pensar e agir nas mudanças de atitudes em relação ao planeta, de tal forma que viabilize alimento, abrigo, afeto e ocupação dignos da inteligência e potencialidades do homem para se engajar na perspectiva para uma educação que vise o planeta como um todo e a sustentabilidade.

Atualmente, necessitamos de uma Pedagogia que conduza de forma emergente as questões da sustentabilidade, contemplando as questões inerentes aos problemas ambientais de todo o nosso ecossistema. Como pedagogo é aquele que conduz e que ampara, a terra necessita urgentemente de pedagogos para ampará-la.

A proposta é de um novo paradigma pedagógico: a ECOPEDAGOGIA:

1. Fundada numa visão sustentável do planeta terra;

2. Uma “Pedagogia da Terra” que proponha um conjunto de saberes e valores interdependentes:

2.1-Educar para pensar globalmente: diante da era da informação, não adianta acumular informações. É preciso saber pensar, refletir a realidade. Daí a necessidade do saber aprender, do saber conhecer, que envolve novas metodologias e novas práticas pedagógicas para reestruturar um novo olhar para salvar e preservar o que ainda existe;

2.2-Educar os sentimentos: educar para sentir e ter sentido, para cuidar e cuidar-se, para não ser indiferente e sim para ser solidário e sensível. Somos pare de um todo em construção, por isso é necessário uma educação sobre o sentido da vida em relação a terra.

2.3-Ensinar a identidade terrena: educar para sensibilizar-se de que a terá é a nossa morada e por isso temos que cuidar e protegê-la.

2.4-Formar para a consciência planetária: a Terra é uma só nação e nós os seus cidadãos. Separar primeiro de terceiro mundo significa dividir o mundo para governá-lo a partir dos mais poderosos; essa é uma divisão contrária ao processo de planetarização. Não somos seres fragmentados e sim um único planeta.

2.5-Formar para a compreensão: formar para ética humana e para comunicar-se, um novo conhecimento ético e uma nova inteligência do mundo, porque a solidariedade não é apenas um valor, é condição de sobrevivência de todos.

2.6-Educar para a simplicidade e para a quietude: orientar para a constituição de novos valores: simplicidade, austeridade, quietude, paz, saber escutar, saber viver juntos, compartir, descobrir e fazer juntos.

A Ecopedagogia, tal como vem sendo desenvolvida implica uma reorientação dos currículos que incorporem certos princípios como:

1. Considerar o planeta como uma única comunidade;

2. Considerar a Terra como mãe, como um organismo vivo e em evolução;

3. Construir uma nova consciência que sabe o que é sustentável, apropriado e faça sentido para a nossa existência;

4. Ser terno para com essa casa, a Terra, nosso único endereço;

5. Desenvolver o senso de justiça sócio-cósmica, considerando a Terra como um grande pobre, o maior de todos os pobres;

6. Promover a vida: envolver-se, comunicar-se, compartilhar, problematizar, relacionar-se e entusiasmar-se;

7. Caminhar cotidianamente com sentido;

8. Desenvolver uma racionalidade intuitiva e comunicativa: afetiva e não instrumental.

Cabe a educação encarar as inúmeras representações e apresentar elementos que viabilizem vida e não a morte da vida, por isso a necessidade de constituir uma Pedagogia voltada para a vida em sociedade, promovendo mudanças de atitudes e a recuperação da Terra.

Segundo Freire, “é necessário que o educador e a educadora se familiarizem com a semântica de grupos populares, a partir da perspectiva de seus lugares e do lugar onde se acham seus pés” (FREIRE, 1999, p.107). Somente através da concepção de que eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato, é que o grito libertador se consolidará e aprópria luta é que dará forças à construção dos ideários que combatem a miséria cultural e a degração Humana.



Referencial Bibliográfico



FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 14ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. 165p.



GUTIÉRREZ, Franciso; PRADO ROJAS, Cruz. Ecopedagogia e cidadania planetária. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 1999. 128p.



CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS OBRE O MEIO AMBIENE E DESENVOLVIMENTO: 1992. Rio de Janeiro. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiene e Desenvolvimento: Agenda 21. Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, 1996. 591p.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O PROJETO DE PESQUISA NA ÁREA EDUCACIONAL

Realizar a tarefa da pesquisa educacional é, na atualidade, desbruçar-se sobre as práticas pedagógicas, por meio de um pensar livre e autônomo que se constitui no instrumento primeiro da formação do espírito.
Buscar entender a filosofia que constituiu e institucionalizou o ensino, historicamente, pode trazer alguma contribuição para se pensar a questão educacional hoje. Trabalhar visando a crítica o pensamento dominante, aceitando a diversidade e avaliando a parcela e o todo, pode constituir o horizonte para a importância da pesquisa em sua reflexão-intervenção presentes em nosso processo de formação educacional.
A necessidade de nos mantermos atualizados e preparados para enfrentar as novas situações que o mundo coloca continuamente, em que a velocidade e a quantidade de informações exigem de nós capacidade de seleção, reflexão e aprofundamento.
Uma pesquisa é um processo de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou contribuir ou colaborar para algum conhecimento pré-existente. É basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve. Como atividade regular pode ser definida como um conjunto de atividades orientadas, planejada pela busca do conhecimento.
Pesquisa é uma palavra de origem espanhola, herdada do latim do verbo perquiro, que significa procurar, buscar com cuidado, procurar por parte, indagar bem, informar-se, inquirir, perguntar, aprofundar na busca. Daí percebe-se que o significado desse verbo insiste na idéia de uma busca feita com cuidado e profundidade.

O QUE É O PROJETO DE PESQUISA
Constitui-se do plano de trabalho da pesquisa que tem por finalidade definir os rumos que o investigador deve tomar.
Deve responder às perguntas:
• O quê?
• Por quê?
• Para quê?
• Para quem?
• Onde?
• Quando?
• Como?
• Com quê?
Pode-se dizer, no entanto, que o Projeto de Pesquisa constitui o ordenamento daquilo que o pesquisador pretende realizar. É um plano de roteiro organizado que deve ser enquadrado no tempo x espaço.
LEMBRE-SE: “não inicie uma pesquisa sem um plano de ação, um roteiro dos cainhos que acredita percorrer para chegar aos seus objetivos”.

ESTRUTURA
Todo projeto é formado de partes:
1. Tema – é o assunto a ser pesquisado, que procura responder o que investigar, para chegar ao tema específico ou título do projeto. Na escolha do tema, deve-se levar em consideração a quantidade de atividades que se tem de cumprir para executar o trabalho medi-la com o tempo e espaço. A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais devem ter uma importância qualquer para as pessoas ou para a sociedade em geral. O material de consulta e dados necessários na escolha do tema deve possuir fontes secundárias para consulta, evitando, assim, a busca de fontes primárias que necessitam de um tempo maior para a realização do trabalho, prejudicando o tempo institucional previsto anteriormente.
2. Revisão de literatura – é a literatura existente sobre o tema específico escolhido para analisar a viabilidade ou não da pesquisa. O levantamento da revisão da literatura traduz-se como a localização e obtenção de documentos para avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa. Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes. Nesta fase esteja preparado para copiar os documentos utilizando fotocópias, fotografias ou outro meio qualquer. Separe-os de acordo com os critérios de sua pesquisa
3. Problema – responde a pergunta o quê? Trata-se do assunto a ser pesquisado/investigado e extraído do tema em forma de pergunta. É a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. Depois de definido o tema, levanta-se uma questão para ser respondida através de uma hipótese (suposição), que será confirmada ou negada através do trabalho de pesquisa. O problema deve ser criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. Não existem regras para se criar um problema, mas alguns autores sugerem que ele seja expresso em forma de pergunta.
4. Justificativas – responde o por quê da escolha do problema a ser resolvido, que razões levaram o pesquisador ao assunto. Trata-se do convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. O tema escolhido e a hipótese a ser comprovada devem ter importância para a sociedade ou para alguns indivíduos. A justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa e se propor tal empreendimento, por isso, deve-se tomar os devidos cuidados para não tentar justificar a hipótese, ou seja, tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa.
5. Objetivos - Para quê? Metas ou finalidades a serem alcançadas, o que se pretende atingir para a resolução do problema através da pesquisa. Um macete para se definir os objetivos é colocá-los começando com o verbo no infinitivo.
6. Procedimentos Metodológicos – responde ao como será realizada a pesquisa, com quem, para quê, onde. É a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda aço desenvolvida no método do trabalho de pesquisa. Explica o tipo de pesquisa, o instrumental utilizado (questionário, entrevista), o tempo previsto, a forma de tabulação e tratamento dos dados, enfim tudo aquilo que se utilizou durante o trabalho de pesquisa.
7. Cronograma das Atividades – é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a serem cumpridas. As atividades e os períodos serão definidos a partir das características e dos critérios determinados pelo autor do trabalho. Os períodos podem estar divididos em: semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres, etc.
8. Recursos – os recursos podem estar divididos em Material Permanente, Material de consumo e Pessoal, sendo que esta divisão vai ser definida a partir dos critérios de organização de cada um ou exigências da instituição onde está sendo apresentado o projeto.
9. Avaliação: Construção de um olhar global sobre a criança a fim de evitar um ponto de vista unilateral sobre cada aluno, é fundamental
buscar novos olhares: - Recolhendo outras visões sobre ela.
- Contrastando a visão dos responsáveis com o que se observa na escola/ creche. - Conhecendo o que os responsáveis pensam sobre o que a escola/creche diz. - Refletindo sobre o que a família pensa em relação aos motivos de a criança comportar-se de determinada forma na escola/creche. - Ouvindo a família sobre como pensa que poderia auxiliar a criança a avançar em seu desenvolvimento.
Sugestões: Hábitos e Atitudes: Está sempre atento na sala de aula
Relaciona-se bem com os colegas e professores. Ouve com atenção e espera a sua vez de falar. Faz a tarefa com capricho e é pontual na sua entrega. Porta-se no momento da merenda e higiene. Colabora com a limpeza da sala de aula. É cuidadoso com o material escolar. Confia nas tarefas que realiza. Comporta-se bem nas atividades desenvolvidas.
A conversa está interferindo no rendimento. Reparte os brinquedos com os colegas.
Linguagem: Entende bem o que lhe é falado. Expressa-se com clareza.
Articula bem as palavras. É desinibido e gosta de participar das atividades musicais e teatrais. Dialoga sobre suas vivências espontaneamente. Na hora da história, está disposto a ouvir e participar. Desenvolvimento Cognitivo: Apresenta bom raciocínio matemático. Tem facilidade em compreender as noções matemáticas. Compõe quebra-cabeça. Consegue concentrar-se na realização das atividades.Demonstra interesse e criatividade na execução dos trabalhos. É responsável na execução das atividades. Desenvolvimento Psicomotor: Consegue movimentar-se bem (pular, correr, saltar, arrastar...). Quando modela cria formas diferentes. Apresenta boa motricidade fina (recortar, pintar, colar...). Tem consciência do seu corpo e consegue expressar-se graficamente. Orienta-se bem no espaço e tempo.
10. Referências bibliográficas – livros e demais materiais publicados que serão citados na pesquisa e devem obedecer às normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. É um item obrigatório.
11. Anexos – este item só é incluído caso haja necessidade de juntar ao Projeto algum documento eu venha dar algum esclarecimento ao texto. Sua incluso fica a critério do autor da pesquisa.
12. Conclusão – são as respostas claras, objetivas e diretas às questões formuladas na seção do problema. Podem ser respostas consistentes ou provisórias, dependendo do estudo realizado e dos resultados obtidos. Apresentam um conhecimento novo ou reformulação nova do conhecimento existente. O importante é que as conclusões sejam a deduções lógicas da análise efetuada.

ESQUEMA DO TRABALHO

Concluído o Projeto, o pesquisador elaborará um Esquema do Trabalho que é uma espécie de esboço daquilo que ele pretende inserir no seu Relatório final da pesquisa. O Esquema do Trabalho guia o pesquisador na elaboração do texto final. Por se tratar de um esboço, este esquema pode ser totalmente alterado durante o desenvolvimento do trabalho.
Depois de concluída a pesquisa, este esquema irá se tornar o Sumário do trabalho final.
Exemplo:
1 - Título: ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
2 – Introdução
Desde pequena, ouvia meus pais dizendo que tinha de comer muitas frutas, verduras e legumes, para crescer forte e saudável. Bem, elas não eram o que eu preferia, mas, por obediência, comia. Alguns anos se passaram e hoje reproduzo a fala de meus pais com meus alunos. No início, era apenas um conhecimento empírico, porém, sentindo a necessidade de estimular meus alunos de uma forma lúdica e atraente, fui buscando informações a respeito do assunto e agora, compreendo com mais clareza que a alimentação saudável de uma criança pode garantir um bom desenvolvimento físico e cognitivo. Assim, movida pela vontade de fazer o melhor e pela curiosidade dos alunos, este projeto foi elaborado.
3. Problema
Que papel a escola desempenha na construção de hábitos e estilos de vida no que diz respeito ao consumo de alimentos saudáveis e na consciência de sua contribuição para a promoção da saúde?
4. Justificativa
A escola é um espaço privilegiado para a promoção da saúde e desempenha papel fundamental na formação de valores, hábitos e estilos de vida, entre eles o da alimentação. A promoção de uma alimentação saudável no espaço escolar pressupõe a integração de ações em três pontos fundamentais: (1) ações de estímulo à adoção de hábitos alimentares saudáveis, por meio de atividades educativas que informem e motivem escolhas individuais; (2) ações de apoio à adoção de práticas saudáveis por maio da oferta de uma alimentação nutricionalmente equilibrada no ambiente escolar e (3) ações de proteção à alimentação saudável, por meio de medidas que evitem a exposição da comunidade escolar a práticas alimentares inadequadas.
O mercado da alimentação tem sido um dos mais prósperos da última década e sua conceituação vem se aperfeiçoando de segurança alimentar para segurança do alimento. Assim, consciente de que o tema se insere ou, deve ser inserido, no primeiro campo de ação da prática pedagógica, observando a crescente curiosidade dos alunos a respeito dos alimentos e a valorização crescente em nosso país pela cultura “Fast-food”, elaboramos este projeto.
5. Objetivo Geral: Promover o consumo de alimentos saudáveis e a consciência de sua contribuição para a promoção da saúde de uma forma atraente, lúdica e educativa.
5.1- Objetivos Específicos:
- Pesquisar e registrar sobre a alimentação da família;
- Buscar informações em diferentes fontes de forma a verificar e comprovar hipóteses feitas sobre o assunto;
- Identificar semelhanças e diferenças entre os hábitos alimentares dos alunos;
- Refletir sobre as sua ações diárias em relação a sua saúde, o que engloba cuidado e preservação com o meio ambiente e com a higiene;
- Valorizar atitudes relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo;
Valorizar o momento reservado à alimentação.
4. Cronograma das Atividades
Linguagem oral e escrita
- Interpretações pessoais
- Pseudoleitura/Pseudoescrita
- Narração de fatos
- Escrita espontânea
- Reconhecimento de letras
- Leitura oral de gêneros textuais instrucionais
- Reconto
- Escrita espontânea
- Formação de palavras por troca de letra
- Produção textual individual e coletiva
Linguagem matemática
- Sistema de numeração (identificação, traçado e contagem)
- Grandezas e medidas (sistemas de medida não-convencionais)
- Agrupamentos
- Relação bionívoca
- Noções de operação (divisão)
- Situações problemas (adição e subtração)
- Noções de números pares e ímpares
- Situações-problema
- Sistema monetário
- Seriação:
- Semelhança/diferença;
- Pertinência/correspondêmcia)
Artes - Linguagem visual
- Poesia
- Música
- Modelagem
- Pintura
- Desenho
Ciências
- Nosso corpo (higiene corporal)
- Meio ambiente (produção de alimentos)
- Vegetais
- Nutrição e desnutrição
História/geografia
- Modos de alimentação dos grupos sociais;
- Regras e princípios sociais;
- Tempo
5. Recursos/Estratégias
- Rodinha
- Cozinha experimental
- Músicas
- Teatro (vendinha)
- Pesquisas em diversas fontes (revistas, livros de receitas infantis, internet, vídeo...)
- Recorte, colagem e modelagem
- Desenho livre
- Alfabeto Móvel
- Sucatas
6. Metodologia
- Conversa e registro (desenhos) sobre a alimentação preferida das crianças;
- Registro dos alimentos mais consumidos na família;
- Identificação de semelhanças e diferenças entre hábitos alimentares dos alunos
- Construção de charadas que misturem informações sobre formas, cores e tamanhos das frutas, verduras e legumes;
- Construção de jogo da memória a partir de imagens de frutas, verduras e legumes recortadas pelos alunos;
- Identificação de frutas, verduras e legumes através do olfato e tato, utilizando a caixa surpresa;
- Análise das obras do pintor Archiboldo Giuseppe, que utilizou frutas, verduras e legumes na construção das suas obras;
- Solicitar que cada aluno traga de casa uma fruta, verdura ou legumes e conversar sobre as preferências através da degustação;
- Trabalhar com recorte de frutas, verduras e legumes e pedir que os alunos construam um prato que represente uma alimentação saudável;
- Utilização da horta para plantação das hortaliças de rápido crescimento, fazendo a avaliação semanal com registro;
- Palestra com uma nutricionista;
- Visitar uma feira;
- Preparação e degustação de receitas saudáveis;
- Promover pesquisas na internet de figuras e dicas de alimentação saudável;
- Promover concursos de lanches saudáveis;
- Organização de um livro de receitas baseado na história “A Cesta da dona Maricota”
7. Resultado Final
Finalizaremos o projeto com a elaboração de um livro contendo todo o trabalho realizado pelos alunos. Com um momento de degustação das receitas trabalhadas e apresentação dos trabalhos desenvolvidos.
8. Avaliação
A avaliação ocorrerá de forma coletiva, com a participação do grupo. Neste momento os alunos se posicionarão sobre os pontos positivos e negativos do projeto, traduzida em relatos expostos na sala em espaço especialmente organizado e também através de relatório organizado pela professora.
9. Conclusão
De norte a sul, de leste a oeste, o assunto “Alimentação Saudável” é mais do que um tema: é uma meta. Neste contexto, implantar uma campanha educacional sobre o Alimento Saudável por meio da disseminação da informação e da organização do caminho do alimento desde sua produção, perpassando pelo fornecimento de insumos da produção até a escolha do cardápio do consumidor final é um importante instrumento de conscientização. “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que se propõe”. (Jean Piaget).
9. Bibliografia
MARTINS, Rosicler. Vida e Alimento. São Paulo: Moderna, 1993.
Revista Cozinha Prática. Publicação editada pela parceria Instituto do Coração e Edições Cozinha Saudável.
BELINK, Tatiana. A cesta da dona Maricota. São Paulo: Paulinas, 2005.

Resumindo...

Um projeto de pesquisa, então deve ter as seguintes características:
• Tema
• Problema
• Justificativa
• Objetivos
• Metodologia
• Cronograma das Atividades
• Referências Bibliográficas
• Anexos
• Conclusão
OBSERVAÇÃO: o documento final do Projeto de Pesquisa deve conter:
1. Capa
2. Folha de Rosto
3. Sumário
4. Texto do Projeto
5. Referências

RERERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
DIEZ, G. F. A Construção do Texto Acadêmico: Manual para orientação de projetos de pesquisa e monografias. Curitiba: Popular, 2002.

MEDEIROS, J. B. Técnicas de Redação. São Paulo: Atlas, 1991.

RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. São Paulo: Atlas, 1982.

LOBO, Bruna Leão de Siqueira. Projeto Alimentação Saudável. Santarém/PR, 2007

GONTIJO, Angélica Cristina Moreira. Metodologia do Ensino superior. Coordenação Pedagógica. Paracatu: Prominas, 2009.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ATENDIMENTO DO DEFICIENTE NA NOSSA SOCIEDADE, PRINCIPALMENTE NAS ESCOLAS. COMO VOCÊ IMAGINA O FUTURO DESSE ATENDIMENTO?

O tema inclusão escolar tem atualmente levantado discussões e polêmicas entre educadores e pessoas ligadas a escola devido à complexidade que o mesmo configura em sua interpretação.
A inclusão escolar envolve desafios e mudanças na escola no que se refere às posturas e idéias do “aluno ideal” e que aprende todos os conteúdos. Por isso, a escola regular necessita de reflexões para perceber as tentativas fracassadas de inclusão, em que os alunos com deficiência são inseridos na escola, tendo que se adaptar aos padrões exigidos pela própria escola, que ainda valoriza a homogeneidade e a reprodução fiel de conteúdos, ensinados de forma igualitária, desrespeitando o ritmo de aprendizagem de cada um.
Para entendermos a luta pelo reconhecimento dos deficientes como seres humanos capazes de desafiar seus próprios limites na busca de uma utopia, que poderá virar realidade, precisamos conhecer a história desses deficientes ao longo de nossa trajetória.
Desde a antiguidade, várias formas de atenção dispensadas aos deficientes os rotularam como inválidos, caracterizando-os como eternos dependentes de assistência, de caridade, de proteção e de tutela, sendo negado aos mesmos os direitos civis, sociais e pessoais, submetendo-os a diferentes formas de valorização e atenção.
A retrospectiva histórica das pessoas nascidas com deficiência nos mostra as várias tentativas do norteamento de caminhos da inclusão, frustrados pelo apego a culturas, ideais e tradições que buscavam verdades incontestáveis. Na Grécia antiga era atribuída ao deficiente uma razão sobre-humana, sendo os atributos mentais, sensoriais e motores do homem, dádivas ou castigo de Deus ou do Demônio, submetendo-os às práticas de extermínio e exposição. Com o advento do Cristianismo houve uma importante mudança na concepção de deficiência, originando a piedade para com essas pessoas, mas continuavam longe de serem reconhecidos seus direitos. Na Idade Média, século XVIII, na Bélgica, surgem as primeiras instituições de assistência ao deficiente mental. Porém a legislação sobre os cuidados necessários ao deficiente surgiu na Inglaterra, somente no século XIX, onde estava prescrita a incumbência do rei: zelar pelas pessoas portadoras de deficiência. No renascimento houve o fortalecimento da visão antropocêntrica em relação ao entendimento da natureza humana e com isso, as ciências físicas e naturais avançaram os seus estudos e pela primeira vez houve uma preocupação científica e pedagógica para com os deficientes. A partir daí houve outros interesses em se estudar mais profundamente a deficiência mental, concluindo que as causas da deficiência e da normalidade estariam determinadas pela composição biológica do indivíduo ligado a origem de uma lesão ou disfunção do sistema nervoso central. O surgimento da Revolução Industrial veio contribuir com um imaginário social sobre a deficiência em geral, associado-a a noção de produtividade. Assim, a deficiência passou a ser entendida como um fator impeditivo para o trabalho fabril, marca registrada do capitalismo na época, excluindo a pessoa com deficiência do padrão da normalidade pretendida deixando-os à margem dos direitos sociais. O surgimento dos primeiros métodos e teorias relacionadas à educação dos deficientes mentais deve-se a descoberta do menino Vítor, criado no meio de lobos, que ativou a idéia de que o conhecimento é originário da experiência e da influência do meio ambiente. Com o advento do fenômeno da educação e tecnologia, característica do século XX, fortalece o crescimento das ciências humanas, sociais e tecnológicas, surgindo uma grande demanda pelo conhecimento e mesmo diante destes acontecimentos as pessoas deficientes continuaram à margem de todos os seus direitos na sociedade, que passou a exigir habilidades específicas para o trabalho, provocando na escola um grande fluxo de matrículas no ensino regular. Os deficientes também buscaram por essa escolaridade, o que provocou reação imediata do sistema educacional levando à criação de escolas e classes especiais para “depositar” os alunos com deficiência (APAE’s). Com a concepção interacionista da aprendizagem (construção da aprendizagem efetuada na interação do sujeito com o objeto) as práticas educacionais ficaram intocadas, centrando a responsabilidade da aprendizagem no deficiente, que diante das dificuldades acabaria por evadir-se da escola.
Foi exatamente na década de 90 que o movimento ganhou ímpeto, ocorrendo a realização de um importante vínculo do movimento da inclusão com a reforma geral da educação: às escolas cabe a função de atender a todos sem distinção e discriminação que têm como eixos o convívio com as diferenças e a aprendizagem como experiência relacional e participativa.
A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito à educação e ao acesso à escola, sem uso de nenhum adjetivo, porém a LDB 9.394/96 diz respeito à educação de todos numa única escola, admitindo a possibilidade de substituição do ensino regular pelo ensino especial.
Em 1994 a Conferência Mundial sobre as necessidades educativas especiais, realizada na Espanha, que recebeu o nome de Declaração de Salamanca, enfatizou a necessidade de transformação dos sistemas educativos, visando atender às crianças, jovens e adultos contemplando suas características e necessidades.
Através do relato histórico sobre os deficientes na sociedade e na escola, podemos observar, no entanto, que surgiram e surgem políticas que tentam projetar a inclusão, mas de nada adianta impor propostas de valorização do ser humano de forma radical garantidas na Lei. A valorização do ser humano deve ser construída através da consciência de cada ser que pensa, que convive e que acredita na igualdade.
Enquanto essa idéia não se consolida, a inclusão vai se distanciando, de fato, da realidade. Essa é uma tarefa complexa que vem ao longo da nossa história enfrentando muitos desafios.
Em se tratando da inclusão escolar nota-se a necessidade de profundas mudanças no seu projeto como um todo, partindo da proposta pedagógica, à postura teórica e prática dos profissionais. Como toda mudança sugere sair da rotina e mudar o comportamento, talvez seja esse um dos maiores empecilhos à incorporação desse novo modelo educacional. Visto que as nossas políticas educacionais continuam insistindo em “apagar incêndios”, mas não avançam como deveriam e continuam se distanciando das questões que levam à inclusão escolar.
De acordo com Freire (1996, p.43), “a prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer”, ou seja, o educador deve estar atento às suas atitudes, desde o discurso à ação, necessitando acreditar que na diversidade cultural é que acontece a mais rica troca de experiências e que ensinar demanda também aprender, criando possibilidade para a sua construção, através da intersubjetividade.
Diante das colocações apresentadas devemos refletir sobre: que sociedade temos agora? O que mudou? Que escola queremos? O que nós, educadores, podemos mudar? O que realmente queremos mudar?
Os sistemas permanecem os mesmos e as relações de poder continuam a existir dentro das escolas, inibindo a criatividade e a autonomia dos professores e dos alunos.
Será que devemos lutar por um novo modelo educacional capaz de nos envolver no processo de construção do conhecimento, sua organização e seu funcionamento, associados à necessidade de desenvolvimento e uma nova visão de mundo? Com base neste novo olhar o aluno passará a ser visto como aquele ser que aprende, que atua na sua realidade, que constrói o conhecimento, não apenas usando o seu lado racional, mas também utilizando todo o seu potencial criativo, o seu talento, a sua intuição, o seu sentimento, as suas sensações e as suas emoções?
Pensar no novo modelo da educação no futuro, remete-me ao questionamento da posição dos educadores do hoje: porque esperar que somente no futuro novas e brilhantes idéias se concretizem? Por que não tomam como ponto de partida essas transformações para a sua formação continuada? O que precisam fazer no hoje, no agora para se ter a educação que seja a ideal para o futuro?
De fato, há um abafamento de iniciativas. Todos ficam na espera que alguém diga o que fazer e para onde ir. O medo do desafio torna-nos temerosos com o nosso futuro, e por isso ficamos inventando um novo modelo de escola para um futuro que ainda não conseguimos imaginar.
Refletindo sobre a educação que deveria ser para todos, não consigo imaginar onde estarão as crianças deficientes, enquanto esperam que nós, “educadores ditos normais” encontremos soluções e situações mais adequadas para que elas façam parte do que formamos todos juntos: a raça humana.

Música Condição Lulu Santos utilizada na campanha “iguais na diferença”
Eu não sou diferente de ninguém Quase todo mundo faz assimEu me viro bem melhor Quando tá mais pra bom que pra ruim Não quero causar impacto Nem tampouco sensação O que eu digo é muito exato E o que cabe na canção Qualquer um que ouve entende Não precisa explicação E se for pensar um pouco Vai me dar toda razão A senhora, a senhorita e também o cidadão Todo mundo que se preza Nega fogo não Eu não sei viver sem ter carinho É a minha condição Eu não sei viver triste e sozinho É a minha condição Eu não sei viver preso ou fugindo.