terça-feira, 1 de junho de 2010

Notícias UNIPAC Educação com qualidade foi tema em Encontro na Faculdade de Educação de Bom Despacho - FACEB

A Diretora Geral da FACEB, Débora Guerra, apresentou em Encontro Regional, realizado no Ipê Campestre Clube, nesta quarta-feira, dia 26/05, os resultados educacionais da Faculdade de Educação de Bom Despacho para a comunidade acadêmica e autoridades da área educacional.
A Empresária destacou em seu discurso que no Relatório da Comissão do Ministério da Educação – MEC no processo de recredenciamento da Faculdade, em dezembro de 2009, foi registrado que a Faculdade de Educação de Bom Despacho tem como diferenciais a administração acadêmica que é efetiva e eficiente; o projeto de desenvolvimento e política institucional coerentes com o trabalho realizado; as inovações tecnológicas; o comprometimento e o envolvimento dos docentes na formação dos alunos; a infraestrutura e recursos didáticos adequados e acima de tudo salientou o trabalho de integração entre os atores acadêmicos e o vínculo com a comunidade, em especial parcerias com empresas e instituições regionais.
Débora Guerra informou ainda que em abril de 2010, outra Comissão de Avaliação do MEC realizou vistoria in loco para reconhecimento do Curso de Pedagogia e novamente confirmou os resultados satisfatórios da Faculdade, no tocante à organização didática pedagógica, corpo docente, corpo discente e corpo técnico-administrativo e instalações físicas.
Participaram do evento mais de 150 pessoas entre funcionários, professores, alunos, ex-alunos do Curso de Pedagogia da FACEB, diretores de escolas da região, representante da Comissão de Educação da Câmara Municipal, Secretária Municipal de Educação de Dores do Indaiá e representantes da Secretaria Municipal de Bom Despacho, Representante do Segmento Sociedade Civil Organizada entre outros.
Os resultados institucionais que comprovaram a qualidade do ensino da Faculdade de Educação de Bom Despacho foram comemorados com a entrega de Menção Honrosa a professores, alunos e representantes da sociedade civil organizada.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O PEDAGOGO NA GESTÃO DE PESSOAS PALESTRA MINISTRADA PELA PROFESSORA MARIA RATES S. MESQUITA


FOCO: Administração de Pessoas: Educação dentro da Administração
Começa assim...

Esta é uma conversa para

“semear idéias” e fazer pensar.

Não sou “dona da verdade”, nem tenho a

“receita para o sucesso”.

Há poucos anos não havia necessidade significativa de se preocupar com as mudanças. Uma pessoa, durante toda sua vida, não precisava passar por muitas mudanças de paradigma (muitas vezes não passava por nenhuma). Ao longo do tempo sobreviver e prosperar significava adaptar-se. Isso sempre foi verdade. O que há de diferente nesta entrada de novo milênio é que o tempo encurtou. As mudanças que apareciam em gerações agora surgem de um ano para outro.
Lidar com essa nova realidade, uma nova dimensão das empresas/instituições, começa a ganhar importância e relevância para que o profissional continue no mercado de trabalho. Atualmente, qualidades como: virtualidade, conectividade, capacidade de adaptação, rapidez, consciência, emoção e inovação, são indispensáveis para a sobrevivência de uma instituição.
A profissão de Educador, embora seja uma missão importantíssima da atuação profissional, é apenas uma das variáveis que envolvem o trabalho e a realização profissional. Para tanto é necessário o entendimento de toda uma dinâmica e o desenvolvimento de estratégias para direcionar as decisões e mudanças, sempre com objetivo de prestar ao cliente serviços de qualidade.
O cliente tornou-se exigente não só tecnicamente, mas percebe a organização, localização, segurança, a pontualidade, o senso administrativo, o gerenciamento de pessoas, o marketing, O profissional é avaliado na sua totalidade e não mais tecnicamente. Muitas vezes, a diferença entre o bem feito e o mal feito está justamente nos detalhes... É necessária a busca do equilíbrio, ser inteiro, doar e trabalhar pelos objetivos propostos. Hoje, buscamos especialistas e isso requer a busca nos campos que pretende especializar-se. Considerando que, em geral os consumidores são indecisos, as organizações/instituições, exercem através de seus funcionários, um poder de influência mais relevante que qualquer outro setor, tanto pela característica real do serviço que faz com que a realidade seja transferida para pessoa que o oferece, quanto pela confiança que é a base dessa atividade.

Gestão de Pessoas na Educação, o que temos contribuído para isto? Se o mercado deseja profissionais preparados, nós educadores, temos a obrigação de mostrar que os alicerces de uma carreira com futuro promissor, começam pela gestão. “Os grandes líderes são aqueles que apresentam melhores resultados naquilo que fazem”.
Pessoas dentro das organizações são os verdadeiros núcleos de potencialização da estrutura. É o maior empreendedor ativo de uma organização. Daí a necessidade de tornar as organizações mais conscientes e atentas aos funcionários.

As organizações bem sucedidas estão percebendo que somente podem crescer se investirem em seus funcionários e mantiver um bom relacionamento com os seus fornecedores.

As três etapas das organizações no decorrer do século XX

Eras

Era da industrialização


Clássica

Era da industrialização


Neoclássica

Era da Informação

Períodos

1900-1950

1950-1990

Após 1990



Estrutura organizacional

predominante
Burocrática, funcional, piramidal, centralizadora, rígida e inflexível.

Ênfase nos órgãos
Mista, matricial, com ênfase na departamentalização por produtos ou serviços ou unidades estratégicas de negócios.
Fluída, ágil e flexível, totalmente descentralizadora. Ênfase nas redes de equipes multifuncionais
Cultura organizacional predominante
Teoria X. Foco no passado, nas tradições e nos valores conservadores.
Transição. Foco no presente e no atual. Ênfase na adaptação ao ambiente.
Teoria Y. Foco no futuro e no destino. Ênfase na mudança e na inovação. Valorização do conhecimento e da criatividade.
Ambiente organizacional
Estático, previsível, poucas e gradativas mudanças.
Intensificação e aceleração das mudanças ambientais
Mutável, imprevisível, turbulento, com grandes e intensas mudanças.
Modo de lidar com as pessoas
Pessoas como fatores de produtos inertes e estáticas. Ênfase nas regras e controles rígidos para regular as pessoas
Pessoas como recursos organizacionais que devem ser administrados. Ênfase nos objetivos organizacionais para dirigir as pessoas.
Pessoas como seres humanos proativos e inteligentes que devem ser impulsionados. Ênfase na liberdade e no comprometimento para motivar as pessoas.
Administração de pessoas
Relações industriais
Administração de recursos humanos
Gestão
CONCEITOS E NOMENCLATURAS

  • Administração de pessoal
  • Relações industriais.



O FOCO DA ADMINISTRAÇÃO - é a união dos objetivos do individuo e da organização para ir numa única direção.


COMPETÊNCIA

OBJETIVO DA GESTÃO DE PESSOAS
Trabalhadores felizes são trabalhadores produtivos e todas as pessoas são mais eficazes quando seus chefes são amigáveis, confiáveis e acessíveis. Porém, todos querem um trabalho desafiador e um pouco de medo faz com que as pessoas desenvolvam seus trabalhos. Na questão da cultura e comportamento organizacional não tem como prever ou explicar todo tipo de situação do comportamento humano, por isso um bom planejamento, um excelente sistema de comunicação e principalmente, bom senso e intuição, é fundamental. Quando se entra numa empresa é necessário saber os objetivos e as estratégias que esta empresa possui. A eficácia e a eficiência dos funcionários é a melhor forma de conduzi-los ao desenvolvimento e potencialização de suas competências.
COMPETÊNCIA
Podemos definir competência como CHA, ou seja, conhecimento, habilidade e atitude.
Saber = conhecimento = livros e internet
Habilidade = o saber fazer
Atitude = o saber fazer acontece
As atitudes (o saber fazer acontecer) demandam um pouco mais de cada um de nós. Pessoas de atitudes estão difíceis de serem encontradas e para sabermos se estas são competentes é necessário conhecê-las na prática, exercendo as suas habilidades.
É investindo no capital humano que a empresa conseguirá ser mais competitiva. Bons salários e política de benefícios que garanta uma renda variável e significativa contribuirão para o constante crescimento da empresa através da conquista de novos mercados e aprimoramento existentes.
Compete ao pedagogo institucional:
1. Ajudar na elaboração de plano estratégico que garanta a empresa o alcance de seus objetivos e a realização de sua missão;
2. Contribuir no investimento da força de trabalho, proporcionando competitividade à organização;
3. Proporcionar aos funcionários treinamentos e motivação.
4. Aumentar a auto-realização e a satisfação dos funcionários no trabalho (elogiar junto com todos e chamar a atenção quando estiver sozinho).
5. Desenvolver e manter a qualidade de vida no trabalho.
6. Administrar a mudança que se multiplica a cada dia e cujas soluções impõem novas estratégias, programas e soluções.
7. Saber ouvir as pessoas (mesmo que não satisfaça a todos) o retrabalho desgasta muito as pessoas
8. Manter políticas éticas e comportamento socialmente responsável (garantindo o funcionário em primeiro lugar).
A competência do Pedagogo institucional está mo “entender de gente”.
“Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas somente um gênio pode vendê-lo”.
Competência técnica – curso superior é necessário e não o diferencial.
Competência comportamental – é o diferencial (relacionamento pessoal). O relacionamento interpessoal é de valor inestimável. São os detalhes que fazem a diferença. O pedagogo é o profissional que apóia o atendimento de todas as questões difíceis dentro da organização.
É necessário que o Pedagogo tenha sensibilidade para perceber estratégias, para que não se percam de vista os propósitos da empresa: PLANEJAMENTO/DIAGNÓSTICO/EXECUÇÃO.
“Transformar a força em trabalho passou a ser o maior desafio estratégico enfrentado pelas empresas que esperam ter sucesso no próximo século”.
As ações educativas devem ser contínuas:
1. Supervisionar o trabalho
2. Orientação de estagiários
3. Formar profissional de serviços
4. Recrutamento e seleções
5. Treinamento de pessoal
6. Programas contínuos de treinamento
7. Trabalhador não improvisado
8. Formação de novas habilidades e competências
9. Pedagogo com formação social na prática social da educação
“Formação de cidadãos críticos para unir forças e conhecimentos construirão empresas e competências de grande porte”.
Tudo que se relaciona ao ato educativo diz respeito ao pedagogo, por isso deve-se:
1. Trabalhar com afinco
2. Ter um planejamento – não anda sem rumo
3. Ter metas alcançáveis
4. Abrir novas portas sem medo do novo
5. Aprenda! Com certeza ainda há muito que se aprender
6. Persista! Só de perde quando desiste
7. Ame! De verdade e com toda a força do nosso ser
Existem três tipos de pessoas:
1. Dormem profundamente
2. Que estão acordando
3. As que estão despertas
Educar: amor, afeto, dedicação e muito entusiasmo.
“Faça acontecer no seu trabalho uma mudança para melhor. Sinta a felicidade que isso proporcionará e todos serão felizes”.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NA ALFABETIZAÇÃO: PERSPECTIVA DO APRENDIZ

CONCEPÇÃO DOS TRANSTORNOS AFETIVOS DA PERSONALIDADE

Fundamentada numa teoria psicanalística
um padrão persistente de vivência íntima ou comporta
mento
desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo,
é global e inflexível,
tem início na adolescên
cia ou no começo da vida adulta
provoca sofrimento e prejuízo
é estável ao longo do tempo

Eixo de Análise

Relações familiares vinculadas ao desenvolvimento emocional apresentados pelo sujeito em questão.

Características do Aprendiz:

Desvios de conduta;

Repertório comportamental indesejável.

Fatores determinantes das dificuldades de aprendizagem
Perturbações afetivas;

Características e personalidade apresentadas pela criança;

Maturidade dos aspectos afetivo-emocionais da criança

A Dislexia

Configura como um sintoma neurótico ou psicótico e pode ser uma forma de linguagem da criança (meio encontrado por ela para evidenciar suas dificuldades no plano afetivo).

Problemática

TRANSTORNOS AFETIVOS DA PERSONALIDADE
EIXO DE ANÁLISE
CONFLITOS DA DINÂMICA FAMILIAR;
DETERMINISMOS E GENERALIZAÇÕES SEM ANÁLISE DOS SINTOMAS E CAUSAS QUE EXPRESSAM UMA MENSAGEM DA CRIANÇA E DO SEU CAMPO AFETIVO

INVERSÃO DA PROBLEMÁTICA

TRANSTORNOS AFETIVOS DA PERSONALIDADE
EIXO DE ANÁLISE
TRANSTORNOS AFETIVOS APRESENTADOS PELO APRENDIZ
CONSEQUÊNCIAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
FOCO EM OUTROS ASPECTOS ENVOLVIDOS EFETIVAMENTE COM O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

Ponto de Reflexão

Quais os transtornos (sintomas, causas) afetivas que poderão levar o aprendiz à defasagem de aprendizagem?

Contribuição da Psicologia para a concepção

Criação da terminologia que caracteriza o aprendiz com problemas escolares, com o rótulo “criança problema”.
Tinha como finalidade a pretensão na correção dos desajustes infantis através da higiene mental.
“Psicologização do fracasso escolar”, definição do referencial desenvolvido pelos psicólogos clínicos.

Conclusão

O pressuposto norteado pela Psicologia Clínica, baseado no estado afetivo-emocional da criança não se coloca como referencial do processo de aquisição da leitura e da escrita.
Neste contexto subtende-se que, se a criança estiver saudável emocionalmente, ela não apresentará problemas de aprendizagem.
Assim sendo, as variáveis do processo ensino-aprendizagem deixam de se interar a análise da abordagem dos transtornos afetivos e familiares.

Comparação entre as Concepções Cognitivista e Transtornos Afetivos da Personalidade

Cognitivista
Aprendiz:
Lento
Problema de memorização
Anti-intelectual
Problemas:
Localizados no campo das percepções do aprendiz e sua inteligência é deficitária de caráter irreversível

Transtornos Afetivos da
Personalidade
Aprendiz:
Desvio de conduta
Repertório comportamental indesejável.
Problemas:
Estão localizados nas perturbações e nas características da personalidade da criança

Cognitivista

O foco das dificuldade aprendizagem estão nas imprecisões perceptivas auditivas e visuais, nos transtornos motores e nos transtornos da linguagem.

A maturidade é indicada como pertencendo ao campo das percepções e do intelecto.


Transtornos Afetivos da Personalidade


Focaliza o aluno e seu meio como responsáveis e indica que os seus sintomas podem afetar o seu campo cognitivo, prejudicando a sua aprendizagem.

A maturidade está nos aspectos afetivos e emocionais da criança fracassada.

Conclusão Final

As concepções cognitivista e de transtornos afetivos da personalidade deixaram de considerer as diferenças existentes entre a lingua falada e a lingua escrita, fato esse que pode ter gerado os rótulos em torno das abordagens do ensino-aprendizagem

Ambas concepções consideram o processo da leitura e da escrita uma constituição de situações de treino e habilidades, obedecendo uma sequência de etapas.

A linguagem escrita é um aprendizado mecanizado e automatizado pelo aprendiz.

O não aprendizado é um distúrbio residente na própria criança.

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

GRIFFO, Clenice. Dificuldades de Aprendizagem na Alfabetização: Perspectiva do Aprendiz. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado da Faculdade de Educação de Minas Gerais (UFMG). Belo Horizonte, 1996.

CONCEPÇÃO INSTRUMNETAL OU COGNITIVISTA DA EDUCAÇÃO

1.1– INTRODUÇÃO
Há muito se discute a temática da dificuldade de aprendizagem na alfabetização. Contudo, a persistência de tal problema, expresso em dados estatísticos, aponta sua complexidade e atualidade. Por esse motivo, as questões relacionadas ao fracasso escolar vêm sendo tratadas, nas últimas décadas, como um dos focos principais das preocupações e discussões de educadores, no que se refere à problemática atual do sistema de ensino. Porém, apesar destes esforços, tal situação continua muito presente na educação brasileira, principalmente nos primeiros anos do Ensino Fundamental.
Como premissa principal deste trabalho, a dificuldade de aprendizagem na alfabetização será vista como um fenômeno que foi “historicamente produzido e criado por médicos e psicólogos e que vem sendo tratado de forma patológica, naturalizada e a-histórica pela maioria das escolas”.
Para pensar o fracasso escolar como uma construção sócio-histórica e não como uma “condição natural” dos menos favorecidos faz-se necessário um resgate pela história, a fim de que se tornem claras as raízes implícitas desta questão.
Segundo Cordié (1996, p.17), “o fracasso escolar é uma patologia recente. Só pôde surgir com a instauração da escolaridade obrigatória no fim do século XIX e tomou um lugar considerável nas preocupações de nossos contemporâneos em conseqüência de uma mudança radical na sociedade”. Somente a partir desta data, é que a escola passa a ser valorizada como um instrumento de ascensão e de prestígio social, principalmente entre a classe média e a elite. Entre algumas famílias, a possibilidade de uma escolarização com sucesso, passa a ser a única forma de vislumbrar um futuro diferente. A partir daí e cada vez mais, os alunos com dificuldade de aprendizagem na escola eram os que eram vistos como os que iriam fracassar na vida.
Surgiram então, diversas teorias que explicavam o fracasso escolar, cada uma levando em consideração alguns aspectos isolados, sem fazer uma análise mais abrangente do fenômeno Todas as tentativas de explicar o fracasso escolar têm em comum a postura de “culpar” o aluno ou o seu meio sócio-cultural pela não-aprendizagem.
No início do século XX, por meio da ampla divulgação dos trabalhos de Binet e Simon, iniciou-se a era da psicometria. Para Bossa (2002), a partir daí a dificuldade de aprendizagem escolar foi associado ao déficit intelectual e à baixa inteligência (ou ao baixo Quociente de Inteligência - QI), surgindo assim a concepção cognitivista.
De acordo com Patto (1996, p.40) “... a psicologia veio contribuir para a sedimentação desta visão de mundo, na exata medida em que os resultados nos testes de inteligência, favorecendo, via de regra, aos mais ricos, reforçavam a impressão de que os mais capazes ocupavam os melhores lugares sociais”. Esta teoria instituiu a prática de submeter aos diagnósticos médicos e psicológicos as crianças que não respondiam ao esperado pela escola. Criou-se, com isto, uma verdadeira fábrica de rótulos, reproduzidos no interior das escolas.
A concepção cognitivista é indicada como pertencendo ao campo do intelecto.

1.2– ÉPOCA
Surgiu no início do século XX, após a Segunda Guerra Mundial, desenvolvendo-se, primeiramente, em parte da Europa e dos Estados Unidos.

1.3. – ORIGEM
Originou-se de uma vertente da Psicologia, apresentando-se como Psicologia da Educação ou Psicologia Escolar, embasada na tentativa de criticar a concepção organicista e a dislexia, desenvolvendo o que se chamou de processo cognitivo, ou seja, processo de conhecimento.
1.4. – CARACTERÍSTICAS DO APRENDIZ:
• Lentidão;
• Problemas de memorização;
• Dificuldade de expressão;
• Anti-intelectual.
1.5.– CLASSIFICAÇÃO DOS DÉFICITS PSICOLÓGICOS
• Percepção
• Memória
• Linguagem
• Pensamento
1.6. – DEFINIÇÃO DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
São conseqüências de perturbações de um destes quatro processos (percepção, memória, linguagem e pensamento), ou a conjugação de dois ou mais processos.
1.7.– ORIGEM DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
As dificuldades de aprendizagem se devem, basicamente, a:
• Imprecisões perceptivas auditivas e visuais;
• Transtornos motores;
• Transtornos de linguagem;

1.8.– DÉFICITS COGNITIVOS
Os possíveis “transtornos” observados no aprendiz estão vinculados a:
• Inteligência;
• Imagens
• Percepção;
• Integração dos sentidos audiovisuais;
• Memória;
• Atenção seletiva;
• Linguagem.
1.9. – CRÍTICAS À CONCEPÇÃO COGNITIVISTA
• Tentativa de comprovação de um déficit na inteligência;
• Situação de teste a que são submetidas as crianças para possível comprovação do problema
• A relação adulto/criança não foi um fator considerado numa situação de teste;
• Os aprendizes com características de maus leitores foram avaliados através de testes de memória imediata;
• Natureza de suas investigações ocorre apenas na esfera intelectual, desprezando o desenvolvimento físico enfocado na teoria organicista;
• Houve certa continuidade da teoria organicista na produção científica sobre os problemas de aprendizagem: o conceito de maturação e uso das expressões relacionadas aos transtornos fisiológicos.
1.10.– DÉCADA DE 80
Os cognitivistas se dividiram em duas correntes:
1. Uma delas defendendo que as crianças das camadas populares possuíam defasagem (déficit) no desempenho cognitivo;
2. A outra apontando que as crianças das camadas populares possuíam diferenças em termos culturais e lingüísticos.
Nesta mesma década:
• Evidenciaram que a aprendizagem da linguagem escrita é uma aquisição conceitual e que os aspectos referentes à maturidade, à percepção e à motricidade não determinavam o processo de alfabetização, mas, no entanto, poderia influenciá-lo.
• Destacaram os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky.
Antes da década de 80, o processo de alfabetização era entendido:
1. Pelos organicistas: como aquisição de habilidades motoras, perceptivas e intelectuais: não exclusivamente de ordem orgânica ou intelectual, mas também de ordem sócio-cultural.
2. Pelos cognitivistas: como uma aquisição conceitual: abordando os aspectos relacionados à capacidade de aprendizagem, o funcionamento cognitivo e a metodologia do ensino.
1.11.- CONCLUSÃO:
Apesar das mudanças de focos sobre o processo de alfabetização, permaneceu a visão de que o fracasso escolar estava sob a responsabilidade do plano social, pois o aluno passou a se fracassar por não ser considerado capaz de realizar a transposição no nível simbólico.

2 – Concepção dos Transtornos Afetivos da Personalidade

• Fundamentada numa corrente da teoria psicanalística: é "um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é global e inflexível, tem início na adolescência ou no começo da vida adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento e prejuízo".

2.1. Eixo de Análise

• Relações familiares vinculadas ao desenvolvimento emocional apresentados pelo sujeito em questão.

2.2. Características do Aprendiz

• Desvios de conduta;
• Repertório comportamental indesejável.

2.3. Fatores determinantes das dificuldades de aprendizagem

• Perturbações afetivas;
• Características e personalidade apresentadas pela criança;
• Maturidade dos aspectos afetivo-emocionais da criança.

2.4. A Dislexia

• Configura como um sintoma neurótico ou psicótico e pode ser uma forma de linguagem da criança (meio encontrado por ela para evidenciar suas dificuldades no plano afetivo).

2.5. Definições das dificuldades de Aprendizagens
• Considerada como um sintoma dos conflitos da dinâmica familiar;
• Os objetivos da aprendizagem: leitura e escrita são colocados em plano secundário;
• Delimita a causa das dificuldades no plano afetivo.

2.6. Problemática

2.7. INVERSÃO DA PROBLEMÁTICA

2.8. Ponto de Reflexão

Quais os transtornos (sintomas, causas) afetivas que poderão levar o aprendiz à defasagem de aprendizagem?

2.9. Contribuição da Psicologia para a concepção
• Criação da terminologia que caracteriza o aprendiz com problemas escolares, com o rótulo “criança problema”.
• Tinha como finalidade a pretensão na correção dos desajustes infantis através da higiene mental.
• “Psicologização do fracasso escolar”, definição do referencial desenvolvido pelos psicólogos clínicos.

2.10. Conclusão
O pressuposto norteado pela Psicologia Clínica, baseado no estado afetivo-emocional da criança não se coloca como referencial do processo de aquisição da leitura e da escrita.
Neste contexto subtende-se que, se a criança estiver saudável emocionalmente, ela não apresentará problemas de aprendizagem.
Assim sendo, as variáveis do processo ensino-aprendizagem deixam de se interar à análise da abordagem dos transtornos afetivos e familiares.

4.Conclusão Final
As concepções cognitivista e de transtornos afetivos da personalidade deixaram de considerer as diferenças existentes entre a lingua falada e a lingua escrita, fato esse que pode ter gerado os rótulos em torno das abordagens do ensino-aprendizagem.

5.REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
BOSSA, N. A. Fracasso Escolar: um olhar psicopedagógico. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.
CORDIÉ, A. Os Atrasados não Existem: psicanálise de crianças com fracasso escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
PATTO, M. H. S. A Produção do Fracasso Escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A. Queiroz, 1996.